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Magnésio: Um mineral essencial para o organismo

Postado por: Dr. Ítalo Rachid | Em: Vivendo com Saúde
Magnésio, mineral

Ele tem 83 anos e, em outubro de 2010, lançou o livro Magnésio – O Que Ele Pode Fazer por Você, com o objetivo de dividir com o público leigo e com outros médicos o conhecimento acumulado sobre o citado elemento químico. Com formação em Neurologia, Arnoldo Velloso da Costa começou a estudar a Medicina Ortomolecular, especialmente a importância do magnésio no organismo, em 1979, depois de uma crise de saúde provocada pelo uso de um medicamento sintético.Sua especialização sobre o tema é tamanha que, com o tempo, passou a ser conhecido como Dr. Magnésio. Em entrevista exclusiva à revista Longevidade em Foco, o médico explica melhor o papel do magnésio no corpo humano, justifica sua opção por esse objeto de estudo e associa o elemento químico que o apelida à qualidade de vida e ao envelhecimento saudável.

 Longevidade em Foco – O senhor relaciona a alta incidência de alguns distúrbios de saúde no Brasil, como os cardíacos, à carência de magnésio no solo e na água do país. Essa afirmação tem comprovação científica?

Dr.  Arnoldo Velloso da Costa – Sim. O magnésio estabiliza 350 funções diferentes no corpo humano associadas a outros minerais, a proteínas, a enzimas… Ele é a essência da vida. E ele não é bem representado na alimentação, está mais presente na água. Em alguns locais do planeta, o solo é pobre em magnésio. É o caso da Finlândia. Já no Japão, o solo é rico, com uma boa relação entre magnésio e cálcio. Aqui no Brasil, 95% das pessoas sofrem de carência de magnésio. Isso é causado não apenas pela falta desse elemento no solo e na água do país, mas pelo consumo em excesso de alimentos ricos em gordura, pelo consumo de álcool e porque as pessoas não comem alimentos ricos em magnésio, como nozes e amêndoas, o que também contribui para esse déficit. Essa situação se agrava com a idade. Depois dos 65 anos, a pessoa fica desamparada e pode ter um infarto causado por um estresse. No Japão, isso não ocorre. O solo mais a base alimentar, ricos em cálcio e magnésio, fazem com que as pessoas tenham maior expectativa de vida.

De que maneira o magnésio atua no corpo humano e quais são as suas principais finalidades?

O magnésio é antioxidante, anti-inflamatório, ativa as enzimas, controla o sódio, o potássio e o cálcio, elementos que são controlados por bombas iônicas que dependem do magnésio. Ele também auxilia a defesa do organismo e ativa 350 enzimas. O Brasil tem poucos vulcões e, consequentemente, pouca água rica em magnésio. Nossa média é de 15 mg de magnésio por litro de água. O ideal é que se tenha entre 70 mg/l e 90 mg/l. Algumas empresas até já produzem água rica em magnésio e cálcio. Mas é importante destacar que o magnésio não é suprido pela alimentação. A pessoa que tenha carência desse elemento deve fazer uso de suplementos, na maior parte das vezes, produzidos em farmácias de manipulação.

Qual é, exatamente, a proposta terapêutica sugerida pelo senhor com relação ao uso do magnésio?

Basicamente, a reposição do magnésio ausente no organismo através de suplementos ou por via intravenosa, dependendo do caso.

Existem alimentos ricos em magnésio? Se sim, quais são eles?

Existem, sim. Os principais são as amêndoas, nozes, chocolate, banana, alimentos calóricos e as folhas, em geral.

Como é feita a reposição desse elemento em pessoas que sofrem com a sua carência?

Pode ser tanto por via oral, com suplementos, quanto por via intravenosa ou por uma alimentação rica em magnésio. Ou ainda através de uma combinação dessas possibilidades.

Quais são as patologias mais comuns associadas à carência de magnésio no organismo?

A falta de magnésio acelera o envelhecimento, aumenta a tendência de morte súbita e amplia a propensão a problemas cardíacos, entre outros distúrbios.

O tratamento com reposição de magnésio é indicado para combater que patologias?

Em geral, patologias associadas ao diabetes e à pressão alta. Em casos de desidratação, no entanto, é preciso corrigir antes. O atleta profissional, por exemplo, às vezes perde muito magnésio pelo suor, em razão do esforço intenso. Se você der cálcio a ele, isso agrava a perda de magnésio e ele pode ter uma convulsão. A pessoa que pratica atividades físicas, geralmente, acha que não precisa de suplementos, mas isso é um erro. Às vezes, a pessoa morre do coração por causa disso, pois precisa de uma reserva de magnésio. Nosso mecanismo de defesa atua só até os 55 anos, mantendo uma reserva óssea de magnésio. Depois dessa idade, é preciso repor. Já existe, inclusive, um tipo de reposição que previne contra o mal de Alzheimer, impedindo a perda de ligações nervosas.

O tratamento com magnésio pode ser ministrado a qualquer tipo de paciente ou há contraindicações?

Tudo tem contraindicação. No caso do magnésio, especificamente, se o rim do paciente estiver funcionando mal, é preciso haver o controle da dosagem. Caso contrário, a pessoa poderá dormir muito. É um efeito colateral, o que ocorre quando há qualquer excesso.

Desde quando o senhor se interessa pelo tema ‘magnésio’ e o que motivou esse interesse?

Eu sou neurologista, trabalhei durante muito tempo com tratamentos do crânio. Com o passar do tempo, resolvi fazer um curso, na Alemanha, de Medicina Ortomolecular. Isso foi há mais de 30 anos. Desde então, passei a exercer esse tipo de medicina, baseada na nutrição. Depois disso, entrei no Colégio Americano de Nutrição, onde estudei, e me liguei a pesquisadores de lá e da Alemanha. Há 34 anos, eu estudo o assunto. Tenho 83 anos, estou no meu último ato, por isso resolvi escrever um livro sobre o assunto, feito para o leigo e para o médico.

O senhor também argumenta que a água do Brasil, além de pobre em magnésio, está contaminada. Por quê?

Nossa água está contaminada com flúor, uma substância altamente corrosiva e tóxica. Sua presença agrava o déficit de magnésio, produz calcificações patológicas, não previne cárie, como defende o Governo, provoca câncer e deteriora os ossos, entre outros problemas. As autoridades sanitárias fi zeram isso para prevenir a cárie, mas a presença de flúor na água não previne nada. Em países desenvolvidos isso foi banido. A contaminação da água com flúor está associada a câncer de bexiga, de tireóide, nos ossos, na boca e no fígado, entre outros.

De que maneira níveis equilibrados de magnésio no organismo contribuem para um envelhecimento mais saudável?

A associação é clara. A maior prova é o Japão, que tem uma grande disponibilidade de magnésio. A maior longevidade é a do japonês, que só morre quando acaba a pilha. O magnésio é o melhor geriatra que existe. Ele ajuda a pessoa a envelhecer de forma mais lenta, uma vez que retarda os efeitos do envelhecimento, sem contar que ajuda a prevenir o diabetes. E ele faz parte do nosso corpo, e nós temos que ter esse elemento no corpo.

Quais são as novidades mais recentes sobre o assunto? Existem outros médicos com pesquisas semelhantes?

No mundo inteiro, pesquisam sobre o magnésio. Alguns produtos permitem obtermos maior concentração de magnésio em pessoas de certa idade. Esses níveis mantêm os neurônios conectados e previnem contra o Alzheimer. Existem pesquisas avançadas especialmente na Itália e no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos.

Qual é a abordagem do seu livro, “Magnésio, e o que ele pode fazer por você”?

O livro foi lançado em 18 de outubro de 2010. Ele expõe esse estudo e fala de vitaminas que complementam o tratamento. Na verdade, o magnésio é o maestro da orquestra e as vitaminas são fi gurantes, fazem os acompanhamentos. Sem o magnésio, há dificuldade de regeneração das células, menos energia, insuficiência cardíaca, infarto, diabetes, pressão alta e outros distúrbios de saúde.

Atualmente, o senhor atua como neurologista ou se dedica à Medicina Ortomolecular?

Faço as duas coisas. Hoje, eu ainda sou um neurologista, mas com mais recursos. Muitas vezes aplico suplementos em vez de medicamentos sintéticos.

Fonte: Revista Longevidade em Foco

 

 

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É professor do curso de pós-graduação Masters em Ciências da Fisiologia Humana, reconhecido pelo MEC. Tem formação em Anti-Aging pelo American Board of Anti-Aging Medicine. Formação em Age-Manegement Medicine pelo CENEGENICS Medical Institute USA. Membro do Advisory Board da World Anti-Aging Academy of Medine-WAAAM. Delegado da World Society of Anti-Aging Medicine (WOSAAM). É presidente da Sociedade Brasileira Para Estudos da Fisiologia - SOBRAF

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