Para onde corre o rio de sua vida?

Viver agarrado ao passado é um jeito fácil de emperrar sua energia e criar bloqueios. O que bloqueia o rio da sua vida?

Ou seja, doenças. “Deixar fluir o rio da vida” é uma das atitudes que nos traz muitas realizações e sentimentos de liberdade. Em outras palavras: deixar fluir traz saúde e felicidade.

Se pensarmos como físicos e analisarmos a menor parte da matéria teremos o átomo que, ao simplesmente existir, já perde energia para o meio externo. Até que em um dado momento esse átomo fica completamente sem energia.

Porém, parado não poderá ficar. Pois nada pára na existência. “Existir” é um verbo puro de ação. “Existir” tem movimento. E só.

Então, ao chegar no fim da linha, o átomo tem que voltar para o começo. E esta volta é feita de maneira rápida e fenomenológica. Tal velocidade é capaz de fazer com que o átomo se preencha uma vez mais.

Temos aí a eternidade da matéria! E ele volta a ser cheio para, então, novamente se esvaziar.

Recordemos que na natureza “Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Na verdade, uma lei revelada por Lavoisier.

E o que rege tudo isso?

A energia da consciência. É ela que decide, escolhe, gerencia. Ela é quem sabe qual a utilidade e o destino de cada coisa: para que se quer, para que serve.

E esta dinâmica não tem fim ou, o fim se dá no (re)começo.

Ao escolhermos as combinações certas de “átomos” poderemos fazer com que estes tenham mais ou tenham menos potencial energético para sua jornada.

Quando cuidamos melhor de algo, aquilo pode durar muito. O contrário também é verdadeiro. Quando misturamos bons ingredientes por sabermos quais são os bons, poderemos ter uma deliciosa receita (caso eu não cometa nenhuma falha no meio do processo). Mesmo assim, a falha fala da qualidade de minha consciência.

Há vida intensa num bolo deliciosamente bem feito. Há perda numa receita que dá errado: de ingredientes e da felicidade de quem esperava por ela pronta e bem sucedida.

Tendo esta visão, o que são bloqueios? Tentativas de interrupção desse processo soberano. Processo que não pára, pois NADA PÁRA O TEMPO. Ou seja, nada pára. Nada fica no mesmo lugar pra sempre.

Você pode até ter outra visão, mas não conseguirá ser tão claro e sensato quanto esta visão quântica que chegou para nos ajudar a decifrar o processo chamado VIDA.

Vamos imaginar que em toda matéria há um conteúdo de energia a ser utilizada e para isso é preciso que minha consciência decida as direções: para que se quer, para que serve.

Minha consciência (aquela que decide) cria tal fluxo para esta energia de forma que ela sempre é renovada quando percebe-se que a mesma chega ao fim.

Desta forma, somos capazes de criar um manancial energético, pois a consciência é aquela capaz de não deixar que a energia fique estagnada.

À consciência com energia estagnada podemos chamar de… depressão!

Quando algo cria dúvidas, aborrecimentos e tristezas formamos um bloqueio no caminho deste fluxo energético, podendo até se tornar uma estagnação.

Voltemos à imagem de um rio e sua vida representada por esta imagem.

Por serem uma força contrária à natureza existencial, os bloqueios adoecem já que impedem o “rio” de completar o seu destino.

Sendo assim,  o rio poderá extravasar causando desastres ou criar colaterais para continuar a fluir.

Os caminhos colaterais são soluções para que a vida continue,  podendo ser muitas vezes através de “duras penas” e sofrimentos ainda maiores ou persistentes. Uma vez que o que mais importa para um rio é completar o trajeto que seja no oceano ou que seja secando.

Quando secam, morrem, se transportando para nuvens que choverão em outros rios ou mar ou terra. Se transformarão em lagoas criando reservas para nunca deixarem de existir. Nunca deixarão de existir!

Quando secam, morre a forma de água para deixar nascer no lugar outros elementos e substâncias, que provavelmente se transformarão em coisas.

Somos assim também. Porém temos 2 partes que as demais coisas não têm: a consciência e o corpo. E um sem o outro É NADA na existência. E isso não permite que as demais coisas existam. Pois quem as observaria? Quem as modificaria? Quem as movimentaria? Ou até mesmo… através do que esta energia se expressaria?

Portanto… NADA NÃO EXISTE. Sempre haverá alguma coisa e que esta coisa seja luz e felicidade. Alegria e saúde. Mas que somente será assim, se assim eu quiser que seja. Do contrário… permito bloqueios e adoeço.

Então, para onde corre o rio de sua vida? Qual é o percurso feito? Você o observa? O orienta? Ou estagna seu fluxo ao parar em determinado ponto onde há uma barragem? Acumula seu conteúdo? Provoca inundações avassaladoras? Ou deixa dejetos o assorear? Permite seu fluxo livre nutrindo o caminho por onde passa e deixando rastros de vida e flores? E completa seu destino se unindo ao oceano livremente, onde se torna pleno e profundo? Cheio de contentamento por ter se tornado grandioso e forte?

Então, como ultrapassar tais bloqueios para que seu rio não adoeça ou seque? Para que ele conclua o “caminho maior” e abundante?

Tenha em mente o seu destino escolhido. Decida por ele.

Movimente a energia necessária para suas conquistas pois como Einstein dizia “não se pode obter nada diferente fazendo as mesmas coisas”. Ou deixar de fazer…

Visualize o ponto de chegada de seu rio, o qual se tornará o ponto de partida para novos momentos.

Visualize seu rio caudaloso, águas claras, cheio de vigor correndo em leito seguro, forte e bem delimitado.

Sua visão será o seu destino seguro. E ela depende de sua escolha.

Portanto, finalizo perguntando o que pergunto para mim agora: para onde corre o rio de sua vida?

 

abraços, Gal Rosa

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